A Hamburgueria que Passou a Pagar Menos pelo Cliente do que pelo iFood
O iFood é uma plataforma excelente. Com mais de 60 milhões de clientes ativos e presença em mais de 1.500 cidades brasileiras, ele coloca o seu negócio na frente de pessoas que você jamais alcançaria sozinho, especialmente nos primeiros meses de operação. Para quem está começando ou quer volume rápido, estar no iFood faz todo o sentido.
O problema não é o iFood. O problema é a dependência do iFood.
Quando um canal único responde pela maior parte do seu faturamento, você perde algo essencial: o controle. Controle sobre a margem, sobre o preço, sobre a comunicação e, principalmente, sobre os seus clientes.
O que o iFood realmente cobra dos restaurantes
O iFood trabalha com dois planos principais. No Plano Básico, em que a entrega é feita pelo próprio estabelecimento, a cobrança é de 12% de comissão mais aproximadamente 3,2% de taxa de pagamento online, chegando a cerca de 15,2% por pedido. Restaurantes que faturam acima de R$ 1.800 por mês ainda pagam uma mensalidade de R$ 110.
No Plano Entrega, em que os motoboys são do iFood, a comissão sobe para cerca de 23% e, com a taxa de pagamento, o total chega a aproximadamente 26,5% por pedido, mais mensalidade de R$ 150.
Em um pedido de R$ 100, o restaurante pode ficar com pouco mais de R$ 73.
O cliente que compra pelo iFood não é seu cliente
Esse é o ponto que mais impacta no longo prazo. Quando alguém pede pelo aplicativo, você não tem acesso ao nome, ao WhatsApp, ao histórico de compras. Se ele gostar do seu lanche e quiser repetir, vai abrir o aplicativo, ver cinco concorrentes lado a lado e escolher pelo preço ou promoção do momento.
Fidelização de verdade só acontece quando o cliente compra diretamente com você. Quando ele salva seu número, recebe sua promoção de aniversário, faz parte do seu grupo de VIPs. Esse relacionamento só é possível quando o canal de venda é seu.
O que fizemos com uma hamburgueria parceira
Uma hamburgueria com ticket médio de R$ 100 chegou até a GAC Mídias com um cenário familiar: boa presença no iFood, mas margens apertadas e nenhuma base própria de clientes.
O trabalho começou antes de rodar qualquer campanha. Fizemos uma análise de posicionamento do negócio, entendendo o diferencial real da marca, o perfil do cliente ideal e como a hamburgueria se comunicava. A partir disso, estruturamos o cardápio para o canal próprio, reorganizando os itens, os combos e as ofertas de forma que fizessem sentido para quem pede direto, sem a vitrine do aplicativo.
Com o cardápio e o posicionamento definidos, ajustamos os criativos e a comunicação, com peças e copies pensados para gerar pedido direto via WhatsApp. Então rodamos as campanhas.
| Comparativo | iFood (entrega própria) | iFood (entrega deles) | Canal próprio (GAC Mídias) |
|---|---|---|---|
| Custo por pedido (ticket R$ 100) | ~R$ 15,20 | ~R$ 26,50 | ~R$ 5,00 |
| Percentual sobre o ticket | ~15,2% | ~26,5% | ~5% |
| Quem é dono do cliente? | iFood | iFood | Você |
| Fidelização possível? | Não | Não | Sim |
| Acesso ao contato do cliente? | Não | Não | Sim |
A pergunta que fica
A estratégia não é sair do iFood. É parar de depender exclusivamente dele.
Usar o iFood como vitrine para atrair novos clientes e, ao mesmo tempo, construir um canal próprio onde a margem é sua e o cliente é seu. Essa é a combinação que faz um negócio de delivery crescer de forma sustentável.
A hamburgueria continua no iFood. Mas hoje ela também tem uma base própria, uma margem mais saudável e clientes que ela conhece pelo nome.
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